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sexta-feira, 3 de novembro de 2017




Às vezes eu acho que as coisas acontecem de uma vez. Sim. De uma vez. Tudo ao mesmo tempo. Tudo com uma ligação - e você pode chamar essa ligação como quiser. Energias, Deus, coincidência, acaso, ceticismo... Você dá o nome.

Já percebeu isso? Quando algo dá errado, tudo dá errado. É uma cadeia, um ciclo com um segmento pré-determinado que transforma o redor. Não pode ser interrompido. Não pode parar. Só...Segue. Você pode até tentar mudar, mas não consegue. Vai continuar dando errado até que um dia você vai perceber que a maré de má sorte acabou e as coisas voltaram ao normal. 

O contrário também acontece. Isso é, às vezes tudo dá certo também em um ciclo antes que comece a dar errado. Eu não sei. Só... Acontece assim.

Mas essa é uma introdução muito errada e muito confusa porque o meu verdadeiro ponto é, não o azar e não a boa sorte, mas esse segmento de coisas. Essa "cronologia" que interliga as coisas mais simples de forma tão sutil que muitas vezes acaba imperceptível.

Eu tenho um problema.

Na verdade eu tenho vários problemas, mas eu quero falar sobre um deles em específico: minhas paranoias e pseudo-loucura. Vou usar loucura mesmo já que não é diagnosticado com nada em específico.

Meses atrás, na terapia, minha psicóloga disse que eu não deveria colocar em cheque o que é realidade ou não para mim; que eu só deveria me deixar levar e aceitar, sem ter todo esse receio e medo de enlouquecer e achar que tudo iria piorar. Ela disse, resumidamente, que não era um problema eu ser louca. Longe disso. Ela mesma tratava uma professora da USP - não citou o nome nem nada do tipo - diagnosticada com esquizofrenia e depressão e que precisava tomar diversos medicamentos para controlar. Mas a vida dela não parou por isso. Ela segue doidinha dando aulas. Vivendo.

Eu aceitei o conselho dela e tanto quanto possível parei de me colocar em cheque. Foi difícil. Impossível, na verdade, mas fui deixando isso para trás e tentei me focar em outras coisas. De fato: E daí que eu fosse louca? Talvez eu sequer seja. Talvez eu só seja paranoica mesmo. Talvez seja só consequência de medicamentos, fases, sintomas de outras coisas. Isso não importava.

Fazem umas duas semanas que não consigo parar de pensar sobre essa possibilidade. Eu coloco tudo em cheque. Analiso situações e situações e questiono-me sobre a veracidade delas. Estou pensando? Aconteceu? Não sei. Eu só me cobro sobre isso. Tento entender sobre isso mesmo que não tenha resultados e mesmo que... Tudo piore e eu fique mais paranoica.

Certo... E onde está a ligação disso tudo? 

Muito bem. Desde que comecei a questionar sobre isso para mim mesma, tudo que "toco" é relacionado a isso. Mesmo. Do nada parece que tudo ficou relacionado à loucura.

Em uma semana foram três filmes escolhidos - não por conta do tema, mas pela breve sinopse porca da Netflix que de alguma forma me chamou atenção - aleatoriamente que se tratavam do tema e um livro - livro esse que comecei a ler em Agosto, parei, e voltei a ler porque lembrei que recebeu o prêmio Bram Stocker.

Em uma semana quatro coisas escolhidas ao acaso estavam relacionadas, ligadas, ao meu pensamento principal das últimas duas semanas. Não é no mínimo curioso? Quatro coisas. Quatro coisas... Isso sem contar, é claro, os diversos livros aleatórios escolhidos a dedo na livraria para ler a sinopse ou os filmes e séries com títulos que chamaram a atenção e tratavam-se do mesmo tema. Afastei-me desses por medo. Ai de mim ver algo sobre isso e piorar a minha loucura ainda mais!

Veja bem... Eu não estou dizendo que uma força maior forçou isso e interligou tudo. Mas digo que foi isso que aconteceu. Confuso? Sem dúvidas. Também me deixa confusa.

É claro que também pode não ter ligação alguma - inclusive parte de mim não duvida disso - e seja tudo coisa da minha cabeça, mais uma das várias paranoias que me rondam. Ainda assim isso não me impede de pensar sobre essa enorme coincidência. O que posso fazer se penso demais?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

When you wish upon a star...


  Por mais clichê que seja, esse ano foi muito gratificante para mim. Acho que pela primeira vez na minha vida - o que é um pouco vergonhoso já que eu tenho vinte anos nas costas e já deveria ter noção de tudo o que passei nesse ano - eu realmente... Vivi e aprendi, tanto com os erros quanto com os acertos. é meio estranho dizer isso porque sempre achei babaquice e algo que só acontecia em filmes e livros, mas, surprise bitch! É real e realmente acontece.

Eu não vou listar coisa com coisa. Não vou colocar datas específicas ou ordem de acontecimento porque não sei. Eu simplesmente vou contar e desenvolver com o post de acordo com o que eu for me lembrando e de acordo com o que eu achar memorável para mim.


  - Faculdade: Pode parecer um pouco absurdo, e na verdade É absurdo, mas foi uma surpresa e tanto para mim fazer o segundo semestre. Ok. Isso merece uma explicação.

  Até o momento eu entrei em três cursos superiores: hotelaria, polímeros e gestão ambiental. Não passei de um semestre em nenhum deles e alcançar o segundo semestre em gastronomia, e mais do que o segundo o terceiro, é realmente um feito e tanto para mim. Acho que me acostumei tanto com as mudanças de ambientes, matérias e pessoas que me surpreendo por continuar no mesmo lugar ainda.

  Não. Isso não é algo ruim. Muito pelo contrário. É muito bom e estou aliviada por estar acabando pois em breve farei o que quero, mas isso não tem nada a ver com o assunto.

  Entre várias coisas, além daquelas coisas típicas de faculdade que é aprender o que está cursando (lol), acabei entendendo melhor que é cada um por si. Sim. É duro, mas é a verdade. Seus colegas não vão ligar para como você está e nada importa além da própria nota ou dos proveitos que tiram com isso. Pois é.

  Também percebi não existe nada sem esforço e o maior exemplo disso foram as provas que tive. Algumas delas, aquelas que achei que seria simples conseguir nota sem precisar perder tempo me aprofundando no assunto ou lendo o básico, foram as mesmas com as quais quebrei a cara. Impressionantemente, aquelas que me aprofundei mais no assunto com medo de não me sairia bem, foram as que tive as melhores notas.

  Ah! Eu também descobri um certo talento em uma das áreas o que foi impressionante, haha.

- Livros: Mesmo não sendo algo de todo impressionante, acho legal dizer que li muito esse ano (até o dia desse post foram 52); muito mais do que minha meta ainda que não tenha lido os livros dela.

  Achei isso muito legal porque além de ler bastante, consegui controlar um pouco meu impulso de compras de livros e assim esse ano minha coleção não aumentou muito comparada ao último ano. E, claro, que além disso adquiri conhecimentos e experiências diferentes com a leitura; tal como pensamentos e todas essas cargas que livros nos trazem sem a gente sequer se dar conta.

  Hm... Eu também consegui comprar alguns livros que eram meu sonho de consumo, haha. O que foi bem bacana ainda que eu não tenha os lido ainda... Mas, isso não importa muito. Sinto um peso a menos agora que os tenho comigo.


- Trabalho: Depois de vinte anos, e com um pouco de vergonha em assumir isso, eu finalmente arranjei um trabalho de verdade. Nada de bicos para ganhar um dinheirinho de nada. Um trabalho de verdade. Daqueles que precisamos chegar no horário, bater cartão, sair no horário, nos relacionar, nos dedicar e tudo o mais.

  O único motivo de eu ter começado a trabalhar foi por um problema que arranjei com dinheiro e me fez ter certa urgência em arranjar um local. E achei. Meu primeiro emprego foi em um restaurante ali na Casa das Rosas, na Paulista.

  Confesso que fiquei um pouco assustada quando entrei. Eram coisas demais para aprender, muita gente com quem me relacionar - e como a pessoa introspectiva que sou, foi o que mais me assustou -. Por sorte, ou não, até que fui bem recebida... O que, claro, não durou muito -, e eu ainda precisava conciliar os estudos com o trabalho (algo impossível e ainda mais assustador visto que trabalhava em escala 6x7, ou seja, trabalhar seis dias e folgar um único dia que claro era no meio da semana).

  De forma impressionante, pelo menos eu acho, consegui me adaptar bem as mil coisas que precisava decorar. Aprendi um bocado com todas as meninas e inclusive sei tirar café de uma máquina agora, algo que nunca achei que faria na vida (lol). Infelizmente também tive problemas, o que não é nenhum pouco surpreendente, e foi exatamente com esses problemas que eu aprendi mais.

  Eu sempre tive consciência que a minha "boa vida" não era para todos; é um luxo que poucos tem. Também sempre tive consciência que os meus conhecimentos, minha inteligência, meus gostos, etc, etc também são luxos que a minoria também ou pode adquirir. Claro que isso juntamente com a minha lerdeza em fazer as coisas ajudou em algumas desavenças.

  Mais impressionante disso tudo foi quando eu saí depois que o clima se tornou insuportável para mim. Quando algumas pessoas vieram se despedir de mim, acabei ficando sentimental e quase chorei haha. De toda forma, todos os momentos que passei com cada uma das meninas foram especiais de alguma forma; e pelo sim e pelo não, foram também divertidos.

  Bem... Depois desse, acabei fazendo dois... "bicos" e depois fiquei um mês em outro restaurante antes que me irritasse com alguns problemas e também pedisse a conta.

  ... O que me faz pensar que preciso aprender a controlar minha raiva para não ficar pulando de um galho para outro.

- Relacionamentos: Acho que essa foi a parte desse ano em que eu mais... Cresci. Foi realmente complicado e cheio de reviravoltas por n motivos diferentes.

  Perdi pessoas que realmente considerava importantes em minha vida; aquelas que a gente acredita que vai estar chorando do lado de seu caixão. E conheci outras que por um bom tempo desejei que se transformassem nessas pessoas e pudéssemos compartilhar uma vida e blábláblá.

  Para algumas delas, eu tenho uma leve razão do motivo (e esse não é exatamente um bom motivo, é apenas... Um motivo) e outras eu não tenho ideia do que aconteceu. Seja qual for a situação, me ajudou a entender melhor as pessoas e como eu reajo de acordo com elas. É um tanto estranho de se explicar e por isso não vou me prolongar muito no tópico, apenas digo que ajudou em meu crescimento pessoal e me ajudou na formação de algumas opiniões (como parar de me importar muito com os outros e mais comigo mesma).


- Eu: Sim. Além dos tópicos já ditos[?], o que claro me incluem, quis fazer um especial para mim mesma. É. Meu blog, minhas regras.

  Com o conjunto de todas as experiências que passei ao longo dos anos, sendo repetitiva aqui, eu cresci. Eu me de descobri (pouco, é verdade, mas me descobri). É estranho dizer isso e repetir isso dezenas de vezes, mas, sim, eu tenho vinte anos. E nesses vinte anos nunca soube quem eu era ou o que queria, o que gosto e o que desgosto, nunca me senti em um padrão e não me encaixava mesmo para fora dos padrões.

... Bem. Isso mudou um pouco e me faz feliz por isso.

  Aprendi a confiar em mim mesma. Gostar de mim mesma pelo o que sou. Não importa se eu gosto de coelhos e ao mesmo tempo de ver vísceras para fora de um corpo. Não importa se não tenho uma pele legal, um cabelo bem feito, um corpo atraente ou um rosto bonito. Não. Nada disso importa porque EU sei quem eu sou. Sou muito mais do que os rótulos que eu mesma muitas vezes me dava. Meus gostos, minha aparência, minhas opiniões...Enfim, tudo, não me definem o que é muito estranho, haha.

  Agora me sinto acima dessas coisas... Banais que podem facilitar uma pergunta ou outra, mas que estão longe de ser a resposta concreta. Sei que não estou me expressando muito bem, mas... É.

  De toda forma, acho que essa é uma experiência válida. Se aceitar, digo. Eu demorei vinte anos para entender o que é isso e mesmo que ainda não seja 100% foi só depois de eu me aceitar que os outros passaram a me aceitar também. É clichê o que dizem, mas é a pura verdade. As pessoas gostam de você quando você gosta de si mesmo (e lembrando que esse não é o foco, ok? Que se dane se os outros gostam de você ou não!).

  Foi exatamente depois que eu me abri para mim mesma, que eu me abri para novas experiências e tudo quanto é tipo de coisa nova. Eu até gostaria de escrever algumas delas aqui, mas acho o post já ficou muito longo, haha. Enfim... Foi bom me mudar nisso. Muito bom. Estranhamente não me arrependo de nada que eu tenha feito nesse tempo.

  Eu me sinto mais livre agora em todos os sentidos que essa palavra possa dar e devo acrescentar que é uma sensação maravilhosa.


  É... E essas foram as coisas que fizeram de mim uma pessoa melhor (ou pior). Tudo o que posso fazer agora é esperar que eu não me esqueça dessas lições e o que tirei delas. Espero que meu próximo ano seja ainda melhor, sinceramente, e que eu tire ainda mais coisas boas dele pelo simples fato de eu estar adorando essa minha nova vida, minha liberdade, e essa nova eu.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Desabafo Hospitais Públicos

Na verdade já faz um tempinho(um mês?) desde que isso aconteceu, mas de jeito nenhum sai da minha cabeça. Para mim foi simplesmente... Chocante.

Há um tempo atrás estava com muitas dores. Minha barriga doía, minha cabeça doía, sentia tonturas, estava indisposta para tudo e por aí vai. Apesar de tudo isso, achei que era bobeira e esperei uma semana, duas semanas e não fui no médico. É. Duas semanas com dores que não paravam e ainda assim não fui no médico. Pontos para mim.

Até que um dia, quando deu uns 16 dias de dores, eu estava indo pra faculdade e a dor foi tanta e taaanta que eu praticamente desmaiei no trolebus. Percebi que tinha passado tempo demais e que eu desmaiaria novamente então dei meia volta para ir no hospital.

Aqui devo dizer que tenho convênio desde que me dou por gente e nunca precisei usar o meio público de saúde. Se eu estava doente, ia para o Pronto Socorro(um em específico aqui perto de casa) e lá recebia atendimentos e tudo o mais que era necessário; até mesmo internada no próprio hospital eu era (e olha só: quarto individual). Então tenho que dizer que sempre tive essa comodidade.

Pois bem, voltando para a história. Algo me dizia que eu não aguentaria chegar no Pronto Socorro Particular que era um pouquinho longe de onde eu estava, e por isso fui para um hospital público. O de Diadema. Falo mesmo.

Botei os pés lá dentro e já senti a diferença. O lugar parecia abandonado. As paredes sujas, os bancos de espera mais sujos ainda (alguns ocupados por moradores de rua que dormiam lá) e a recepção... Bem, eu não recebi a melhor "boas-vindas". Não culpo a mulher; sei lá, ela pode ter ficado a noite inteira ali, pode ter visto de tudo. Não é obrigação dela me receber com um sorriso enorme. Por isso não liguei.

Como eu nunca tinha ido lá, ela me fez perguntas, me pediu endereço, RG, etc, etc, etc e me deu uma fichinha. Entrei no hospital.

Aqui veio a parte que me chocou. Tinha dezenas, não meia dúzia de pessoas, DEZENAS de pessoas no corredor. Algumas em macas, outras nos bancos e eu vi até mesmo uma ou outra(tenho quase certeza; não me julguem, eu estava mal) em um colchonete no chão. A maioria recebendo medicamento na veia. Como se não bastasse, conforme eu andava até o fim do corredor onde eu deveria colocar a fichinha, via nas salas (talvez quartos) mais um monte de gente enroladas em cobertores no chão. Alguns sentados, outros deitados e todos dormindo no chão. Sem nenhuma estrutura. Lá. No chão.

Nem preciso dizer sobre as tosses, gemidos e até gritos que ouvi enquanto passava pelo corredor. Parecia cena de filme de terror. De verdade.

Coloquei minha fichinha e na frente dela tinha mais umas cinco. Essas pessoas estavam nos poucos bancos que tinha lá. O pior de tudo é que os consultórios, além de estarem "sujos", estavam vazios. Não tinha um enfermeiro por ali que pudesse informar qualquer coisa, nem médico. Na verdade, eu só descobri onde deveria colocar a ficha porque um senhor que estava MUITO mal (estava tossindo muito e sangrando) me disse onde eu deveria colocar a ficha.

Agora deixe-me dizer uma coisa. Sim, eu tenho todas as comodidades do mundo e não vou negar isso, mas isso nunca me impediu de saber como alguns serviços públicos funcionam. Não sou nenhuma patricinha que não enxerga além do próprio nariz. Eu assisto tv, eu leio jornais, eu pesquiso na internet. Modesta parte, me considero bem informada sobre o mundo além da minha bolha. É, eu já sabia que o serviço público de saúde não era dos melhores (toda hora passa denúncias na tv sobre as condições precárias, oras!), mas eu NUNCA imaginaria que era tão ruim assim. As denúncias, as reportagens, os depoimentos não dizem metade do horror que é o lugar.

É difícil de explicar e detalhar. É o tipo de coisa que só se compreende quando você tá lá, vendo. Sentindo o que está acontecendo. É... triste.

Voltando a história, esperei quase meia hora sem nenhum sinal de enfermeira ou médico ou atendente que pudesse dizer qualquer coisa. Os outros cinco pacientes também. Não aguentei ficar lá, levantei e saí para ir para o hospital que sempre ia.

Ouvir as pessoas, os gemidos e os gritos de dor, ver a condição do local e no íntimo saber que todas elas levariam uma benzetacil na bunda e seriam mandadas de volta pra casa, era simplesmente insuportável. Eu realmente precisei sair de lá. Tremendo e chorando.

O pior de tudo é que sei que vai se passar anos e mais anos sem que ninguém resolva nada. O lugar vai continuar sendo um lixo, as pessoas que não tem as mesmas condições que eu continuará indo ali na esperança de resolverem seus problemas e o mundo continuará girando como se estivesse tudo bem.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O rouxinol e a rosa


"Ela disse que dançaria comigo se eu lhe trouxesse rosas vermelhas", exclamou o jovem Estudante, "mas em todo o meu jardim não há nenhuma rosa vermelha."

Do seu ninho no alto da azinheira, o Rouxinol o ouviu, e olhou por entre as folhas, e ficou a pensar.

"Não há nenhuma rosa vermelha em todo o meu jardim!", exclamou ele, e seus lindos olhos encheram-se de lágrimas. "Ah, nossa felicidade depende de coisas tão pequenas! Já li tudo que escreveram os sábios, conheço todos os segredos da filosofia, e no entanto por falta de uma rosa vermelha minha vida infeliz."

"Finalmente, eis um que ama de verdade", disse o Rouxinol. "Noite após noite eu o tenho cantado, muito embora não o conhecesse: noite após noite tenho contado sua história para as estrelas, e eis que agora o vejo. Seus cabelos são escuros como a flor do jacinto, e seus lábios são vermelhos como a rosa de seu desejo; porém a paixão transformou-lhe o rosto em marfim pálido, e a cravou-lhe na fronte sua marca."

"Amanhã haverá um baile no palácio do príncipe", murmurou o jovem Estudante, "e minha amada estará entre os convidados. Se eu lhe trouxer uma rosa vermelha, ela há de dançar comigo até o dia raiar. Se lhe trouxer uma rosa vermelha, eu a terei nos meus braços, e ela deitará a cabeça no meu ombro, e sua mão ficará apertada na minha. Porém não há nenhuma rosa vermelha no meu jardim, e por isso ficarei sozinho, e ela passará por mim sem me olhar. Não me dará nenhuma atenção, e meu coração será destroçado."

"Sim, ele ama de verdade", disse o Rouxinol. "Aquilo que eu canto, ele sofre; o que para mim é júbilo, para ele é sofrimento. Sem dúvida, o Amor é uma coisa maravilhosa. É mais precioso do que as esmeraldas, mais caro do que as opalas finas. Nem pérolas nem romãs podem comprá-lo, nem é coisa que se encontre à venda no mercado. Não é possível comprá-lo de comerciante, nem pesá-lo numa balança em troca de ouro".

"Os músicos no balcão", disse o jovem Estudante, "tocarão seus instrumentos de corda, e meu amor dançará ao som da harpa e do violino. Dançará com pés tão leves que nem sequer hão de tocar no chão, e os cortesãos, com seus trajes coloridos, vão cercá-la. Porém comigo ela não dançará, porque não tenho nenhuma rosa vermelha para lhe dar." E jogou-se na grama, cobriu o rosto com as mãos e chorou.

"Por que chora ele?", indagou um pequeno Lagarto Verde, ao passar correndo com a cauda levantada.

"Sim, por quê?", perguntou uma Borboleta, que esvoaçava em torno de um raio de sol.

"Sim, por quê?", sussurrou uma Margarida, virando-se para sua vizinha, com uma voz suave.

"Ele chora por uma rosa vermelha", disse o Rouxinol.

"Uma rosa vermelha?", exclamaram todos. "Mas que ridículo!" E o pequeno Lagarto, que era um tanto cínico, riu à grande.

Porém o Rouxinol compreendia o segredo da dor do Estudante, e calou-se no alto da azinheira, pensando no mistério do Amor.

De repente ele abriu as asas pardas e levantou vôo. Atravessou o arvoredo como uma sombra, e como uma sombra cruzou o jardim.

No centro do gramado havia uma linda Roseira, e quando a viu o Rouxinol foi até ela, pousando num ramo.

"Dá-me uma rosa vermelha", exclamou ele, "que cantarei meu canto mais belo para ti".

Porém a Roseira fez que não com a cabeça.

"Minhas rosas são brancas", respondeu ela, "tão brancas quanto a espuma do mar, e mais brancas que a neve das montanhas. Porém procura minha irmã que cresce junto ao velho relógio de sol, e talvez ela possa te dar o que queres."

Assim, o Rouxinol voou até a Roseira que crescia junto ao velho relógio de sol.

"Dá-me uma rosa vermelha", exclamou ele, "que cantarei meu canto mais belo para ti."

Porém a Roseira fez que não com a cabeça.

"Minhas rosas são amarelas", respondeu ela, "amarelas como os cabelos da sereia que está sentada num trono de âmbar, e mais amarelas que o narciso que floresce no prado quando o ceifeiro ainda não veio com sua foice. Porém procura minha irmã que cresce junto à janela do Estudante, e talvez ela possa te dar o que queres."

Assim, o Rouxinol voou até a Roseira que crescia junto à janela do Estudante.

"Dá-me uma rosa vermelha", exclamou ele, "que cantarei meu canto mais belo para ti."

Porém a Roseira fez que não com a cabeça.

"Minhas rosas são vermelhas", respondeu ela, "vermelhas como os pés da pomba, e mais vermelhas que os grandes leques de coral que ficam a abanar na caverna no fundo do oceano. Porém o inverno congelou minhas veias, e o frio queimou meus brotos, e a tempestade quebrou meus galhos, e não darei nenhuma rosa este ano."

"Uma única rosa vermelha é tudo que quero", exclamou o Rouxinol, só uma rosa vermelha! Não há nenhuma maneira de consegui-la?"

"Existe uma maneira", respondeu a Roseira, "mas é tão terrível que não ouso te contar."

"Conta-me", disse o Rouxinol. "Não tenho medo."

"Se queres uma rosa vermelha", disse a Roseira, "tens de criá-la com tua música ao luar, e tingi-Ia com o sangue de teu coração. Tens de cantar para mim apertando o peito contra um espinho. A noite inteira tens de cantar para mim, até que o espinho perfure teu coração e teu sangue penetre em minhas veias, e se torne meu."

"A Morte é um preço alto a pagar por uma rosa vermelha", exclamou o Rouxinol, "e todos dão muito valor à Vida. É agradável, no bosque verdejante, ver o Sol em sua carruagem de ouro, e a Lua em sua carruagem de madrepérola. Doce é o perfume do pilriteiro, e as belas são as campânulas que se escondem no vale, e as urzes que florescem no morro. Porém o Amor é melhor que a Vida, e o que é o coração de um pássaro comparado com o coração de um homem?"

Assim, ele abriu as asas pardas e levantou vôo. Atravessou o jardim como uma sombra, e como uma sombra voou pelo arvoredo.

O jovem Estudante continuava deitado na grama, onde o Rouxinol o havia deixado, e as lágrimas ainda não haviam secado em seus belos olhos.

"Regozija-te", exclamou o Rouxinol, "regozija-te; terás tua rosa vermelha. Vou criá-la com minha música ao luar, e tingi-la com o sangue do meu coração. Tudo que te peço em troca é que ames de verdade, pois o Amor é mais sábio que a Filosofia, por mais sábia que ela seja, e mais poderoso que o Poder, por mais poderoso que ele seja. Suas asas são da cor do fogo, e tem a cor do fogo seu corpo. Seus lábios são doces como o mel, e seu hálito é como o incenso.

O Estudante levantou os olhos e ficou a escutá-lo, porém não compreendia o que lhe dizia o Rouxinol, pois só conhecia as coisas que estão escritas nos livros.

Mas o Carvalho compreendeu, e entristeceu-se, pois ele gostava muito do pequeno Rouxinol que havia construído um ninho em seus galhos.

"Canta uma última canção para mim", sussurrou ele; "vou sentir-me muito solitário depois que tu partires."

Assim, o Rouxinol cantou para o Carvalho, e sua voz era como água jorrando de uma jarra de prata.

Quando o Rouxinol terminou sua canção, o Estudante levantou-se, tirando do bolso um caderno e um lápis.

"Forma ele tem", disse ele a si próprio, enquanto se afastava, caminhando pelo arvoredo, "isso não se pode negar; mas terá sentimentos? Temo que não. Na verdade, ele é como a maioria dos artistas; só estilo, nenhuma sinceridade. Não seria capaz de sacrificar-se pelos outros. Pensa só na música, e todos sabem que as artes são egoístas. Mesmo assim, devo admitir que há algumas notas belas em sua voz. Pena que nada signifiquem, nem façam nada de bom na prática." E foi para seu quarto, deitou-se em sua pequena enxerga e começou a pensar em seu amor; depois de algum tempo, adormeceu.

E quando a Lua brilhava nos céus, o Rouxinol voou até a Roseira e cravou o peito no espinho. A noite inteira ele cantou apertando o peito contra o espinho, e a Lua, fria e cristalina, inclinou-se para ouvir. A noite inteira ele cantou, e o espinho foi se cravando cada vez mais fundo em seu peito, e o sangue foi-lhe escapando das veias.

Cantou primeiro o nascimento do amor no coração de um rapaz e de uma moça. E no ramo mais alto da Roseira abriu-se uma rosa maravilhosa, pétala após pétala, à medida que canção seguia canção. Pálida era, de início, como a névoa que paira sobre o rio - pálida como os pés da manhã, e prateada como
as asas da alvorada. Como a sombra de uma rosa num espelho de prata, como a sombra de uma rosa numa poça d' água, tal era a rosa que floresceu no ramo mais alto da Roseira.

Porém a Roseira disse ao Rouxinol que se apertasse com mais força contra o espinho. Aperta-te mais, pequeno Rouxinol", exclamou a Roseira, "senão o dia chegará antes que esteja pronta a rosa."

Assim, o Rouxinol apertou-se com ainda mais força contra o espinho, e seu canto soou mais alto, pois ele cantava o nascimento da paixão na alma de um homem e uma mulher.

E um toque róseo delicado surgiu nas folhas da rosa, tal como o rubor nas faces do noivo quando ele beija os lábios da noiva. Porém o espinho ainda não havia penetrado até seu coração, e assim o coração da rosa permanecia branco, pois só o coração do sangue de um Rouxinol pode tingir de vermelho o coração de uma rosa.

E a Roseira insistia para que o Rouxinol se apertasse com mais força contra o espinho. "Aperta-te mais, pequeno Rouxinol", exclamou a Roseira, "senão o dia chegará antes que esteja pronta a rosa."

Assim, o Rouxinol apertou-se com ainda mais força contra o espinho, e uma feroz pontada de dor atravessou-lhe o corpo. Terrível, terrível era a dor, e mais e mais tremendo era seu canto, pois ele cantava o Amor que é levado à perfeição pela Morte, o Amor que não morre no túmulo.

E a rosa maravilhosa ficou rubra, como a rosa do céu ao alvorecer. Rubra era sua grinalda de pétalas, e rubro como um rubi era seu coração.

Porém a voz do Rouxinol ficava cada vez mais fraca, e suas pequenas asas começaram a se bater, e seus olhos se embaçaram. Mais e mais fraca era sua canção, e ele sentiu algo a lhe sufocar a garganta.

Então desprendeu-se dele uma derradeira explosão de música. A Lua alva a ouviu, e esqueceu-se do amanhecer, e permaneceu no céu. A rosa rubra a ouviu, e estremeceu de êxtase, e abriu suas pétalas para o ar frio da manhã. O Eco vou-a para sua caverna púrpura nas montanhas, e despertou de seus
sonhos os pastores adormecidos. A música flutuou por entre os juncos do rio, e eles leva ram sua mensagem até o mar.

"Olha, olha!", exclamou a Roseira, "a rosa está pronta." Porém o Rouxinol não deu resposta, pois jazia morto na grama alta, com o espinho cravado no coração.

E ao meio-dia o Estudante abriu a janela e olhou para fora.

"Ora, mas que sorte extraordinária!", exclamou. "Eis aqui uma rosa vermelha! Nunca vi uma rosa semelhante em toda minha vida. É tão bela que deve ter um nome comprido em latim." E, abaixando-se, colheu-a.

Em seguida, pôs o chapéu e correu até a casa do Professor com a rosa na mão.

A filha do Professor estava sentada à porta, enrolando seda azul num carretel, e seu cãozinho estava deitado a seus pés.

"Disseste que dançarias comigo se eu te trouxesse uma rosa vermelha", disse o Estudante. "Eis aqui a rosa mais vermelha de todo o mundo. Tu a usarás junto ao teu coração, e quando dançarmos ela te dirá quanto te amo."

Porém a moça franziu a testa.

"Creio que não vai combinar com meu vestido", respondeu ela; "e, além disso, o sobrinho do Tesoureiro enviou-me jóias de verdade, e todo mundo sabe que as jóias custam muito mais do que as flores."

"Ora, mas és mesmo uma ingrata", disse o Estudante, zangado, e jogou a rosa na rua; a flor caiu na sarjeta, e uma carroça passou por cima dela.

"Ingrata!", exclamou a moça. "Tu é que és muito mal-educado; e quem és tu? Apenas um Estudante. Ora, creio que não tens sequer fivelas de prata em teus sapatos, como tem o sobrinho do Tesoureiro." E, levantando-se, entrou em casa.

"Que coisa mais tola é o Amor!", disse o Estudante enquanto se afastava. "É bem menos útil que a Lógica, pois nada prova, e fica o tempo todo a nos dizer coisas que não vão acontecer, e fazendo-nos acreditar em coisas que não são verdade. No final das contas, é algo muito pouco prático, e como em nossos tempos ser prático é tudo, vou retomar a Filosofia e estudar Metafísica."

Assim, voltou para seu quarto, pegou um livro grande e poeirento, e começou a ler.


Oscar Wilde.


  Eu chorei tanto enquanto lia esse conto, que por acaso se tornou um dos meus favoritos, que precisava colocar ele aqui.
...
Se não caiu uma lágrima do seu olho, ou se não sentiu absolutamente nada lendo, você não tem um coração, ok? E a pessoa que todo mundo fala que não tem um que está dizendo isso, ok? Ok.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Flor da Vó


  Essa flor estava na casa da minha vó desde que me dou por gente. Ela tinha várias mudinhas dela e sempre que eu ia lá, eu ajudava minha vó a regar todas as plantas e via ela podando algumas delas. Eu até tinha um pézinho de mini tomates e outro de morangos que ela deixava só eu cuidar; eu lembro que eles ficavam naquelas latas de óleo que hoje em dia nem existem mais. /ri
  Bem, já faz mais de um ano que minha vó morreu e durante a reforma na casa dela, no quintal, tinha um vaso com uma planta qualquer que minha mãe acabou pegando para ela sabe-se lá por quê.

Mamãe do fundo, lol.
  
  Esses dias a flor brotou. Até pouco tempo atrás, as folhas estavam murchas e secas dando a impressão que a planta estava prestes a morrer... ao invés disso nasceu uma linda flor vermelha.
  É meio emocionante ver a flor 'renascer' depois de tanto tempo. Esse ano e meio que estamos com ela nunca deu um brotinho sequer, como acredito nessas coisas acho que ela brotou porque minha vó resolveu aparecer para ver como as coisas estão e aproveitou para dar uma mexidinha na planta, como sempre fazia.

 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Blood Brothers - Iron Maiden

And if you're taking a walk through
the garden of life
What do you think you'd expect you
would see?
Just like a mirror reflecting the
moves of your life
And in the river reflections of me

Just for a second a glimpse of my
father I see
And in a movement he beckons to me
And in a moment the memories are all
that remain
And all the wounds are reopening again

We're blood brothers
We're blood brothers
We're blood brothers
We're blood brothers

And as you look all around at the
world in dismay
What do you see, do you think we
have learned
Not if you're taking a look at the
war-torn affray
Out in the streets where the babies
are burned

We're blood brothers
We're blood brothers
We're blood brothers
We're blood brothers

There are times when I feel I'm afraid
for the world
There are times I'm ashamed of us all
When you're floating on all the
emotion you feel
And reflecting the good and the bad

Will we ever know what the answer
to life really is?
Can you really tell me what life is?
Maybe all the things that you know
that are precious to you
Could be swept away by fate's
own hand

We're blood brothers
We're blood brothers
We're blood brothers
We're blood brothers

When you think that we've used
all our chances
And the chance to make
everything right
Keep on making the same
old mistakes
Makes untipping the balance so easy
When we're living our lives on
the edge
Say a prayer on the book of the dead

We're blood brothers
We're blood brothers
We're blood brothers
We're blood brothers

And if you're taking a walk through
the garden of life

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Winnie the Pooh


"Pooh, promise you won´t forget about me, ever. Not even when I´m a hundred."

Pooh though for a little.

"How old shall I be then?"

"Ninety-nine."

Pooh nodded.

"I promise," he said.
Still with his eyes on the world Christopher Robin put out a hand and felt for Pooh´s paw.
"Pooh," said Christopher Robin earnestly, "if I--if I´m not quite" he stopped and tried agais --".Pooh, whatever happens, you will understand, won´t you?"

 "Undestand what?"

"Oh, nothing."He laughed and jumped to his feet."Come on!"

"Where?" said Pooh.

"Anywhere," said Christopher Robin. 


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ebenezer Scrooge


 "  Muita gente riu da sua mudança, mas ele deixou que rissem, pois toranara-se sábio o bastante para entender que nunca algo de bom acontece neste mundo sem que alguém encontre nisso motivo de riso e zombaria. Como sabia que essas pessoas permaneceriam cegas para a bondade, preferiu vê-las enrugar os olhos em um sorriso de gozação do que vê-las demonstrarem sua  enfermidade de uma maneira menos atraente. Seu coração transbordava de felicidade, e isso era o bastante. "

Um conto de Natal - Charles Dickens

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

I Love Books


  I love books. I like that the moment you open one and sink into it you can escape from the world, into a story that´s way more intereting than yours will ever be.

domingo, 26 de agosto de 2012

Born to Be Alive - Patrick Hernandez

We were born to be, alive
We were born to be, alive
Born, born to be alive (born to be alive)
You see we're born, born, born (born to be alive)

Times was on my side when i runnin in the street it was the by, by, by
A suitcase and an old guitar and something new to occupy my mind, mind, mind

You see we're born, born, born to be alive (born to be alive)
You see we're born, born, born (born to be alive)

People ask me why i never find a place to stop and settle down, down, down
But i never wanted all the things that people need to find their lives, lives, lives

You see we're born, born, born to be alive (born to be alive)
You see we're born, born, born (born to be alive)

It's good to be alive, to be alive, to be alive
It's good to be alive, to be alive, to be alive
It's good to be alive

(Born to be alive)

(Born to be alive)

(Born to be alive)

It's good to be alive, to be alive, to be alive
It's good to be alive

Times was on my side when i runnin in the street it was the by, by, by
Suitcase and an old guitar and something new to occupy my mind, mind, mind

You see we're born, born, born to be alive (born to be alive)
You see we're born, born, born (born to be alive)
You see we're born, born, born to be alive (born to be alive)
You see we're born, born, born (born to be alive)
You see we're born, born, born to be alive (born to be alive)
You see we're born, born, born (born to be alive)

Born, born to be alive (born to be alive)
You see we're born, born, born (born to be alive)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Dra. Clarissa Pinkola Estés


  Embora os contos de fadas terminem logo depois da décima página, o mesmo não acontece com nossa vida. Somos coleções com vários volumes. Em nossa vida, ainda que um episódio possa terminal mal, sempre há outro à nossa espera e depois desse, mais outro. Sempre há novas oportunidades para consertar o estrago, para moldar a nossa vida da forma que emocionalmente merecemos. Não perca tempo odiando um insucesso. O insucesso é um metre melhor do que o sucesso. Escute. Aprenda. Continue. Essa é a essência de todo conto. Quando prestamos atenção a essas mensagens do passado, aprendemos que há padrões desastrosos, mas também aprendemos a prosseguir com a energia de quem percebe as armadilhas, jaulas e iscas antes de depararmos com elas ou de sermos nelas ou por elas capturados.


  Although the fairy tales ending just after the tenth page, the same didn´t happen with our life. We´re collections with multiples volumes. In our life, even though an episode ends bad, it will have another one waiting for us, and after this, another. Always have news opotunities to repair damages, to shape our life the way we emotionally deserve. Don´t lose your time hating unsuccess. The unsuccess is better than the success. Listen. Learn. Continue. That is the essence oh a whole history. When we pay attention to these messagem from past, we´ve learned about disastrous patterns, but also learned to proceed with an energy from who noticed traps, cages and baits before faced with them or be in them or captured by them.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Viagem ao Passado - Anastasia


Calma, coração
Que eu tenha coragem
Afinal já estou aqui.
Sempre eu aprendi 
A enfrentar as coisas
Medo assim eu nunca vi

O meu destino está traçado
Na viagem ao passado

Sei que existe alguém
Que está me esperando
Sonhos meus não vão errar
Vão me receber
De braços abertos
Quando eu encontrar meu lar

Eu só estou no aprendizado
Da viagem ao passado

Lar, família
Tudo isso um dia eu já possui
Lar, família
Sei que só serei completa quando achá-los

Passo a passo eu vou
Cheia de esperanças
Sem saber para onde eu vou
Busco lá para trás, rumo pro futuro
Como o sonho me ensinou

É, tenho que voltar
Pra me encontrar
Sei que só vou sossegar

Quando eu achar
O meu lar.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A Lebre



  Um dia a lebre foi à casa do caçador, que estava fora caçando. Ela disse à mulher do caçador "Venha morar comigo na minha casa; temos carne, verduras e legumes todos os dias". A mulher a acompanhou , mas, depois de ver a sua toca, de comer grama e dormir ao relento com ela, não ficou muito satisfeita. Ela disse: "Quero voltar". A lebre disse:"Foi você quem quis vir para cá". Como não conhecia o caminho através da mata, a mulher falou:"Venha comigo, que lhe preparo um belo jantar". A lebre conduziu a mulher até a casa desta. Então a mulher disse"Vá buscar um pouco de lenha".
  A lebre foi à floresta e trouxe um pouco de lenha. A mulher acendeu o fogo e pôs a panela sobre ele. Quando a água ferveu, ela pôs a lebre na panela. Quando o caçador chegou em casa, ela disse: "Peguei uma lebre para o jantar". O caçador nunca soube o que tinha acontecido.


  One day the hare went to the hunter house, who was out hunting. It told to the women hunt "Come live with me in my house; I have meat and vegetables every day". The women followed, but, after seeing it burrow, eating grass and sleeping outside, she didn´t feel very pleased. She said "I want to come back". The hare said "It was you who wanted to came here." She didn´t know the way to come back home, so she said "Come with me, I´ll give you a nice dinner". The hare led the women to her home. So the women said "Go take some firewood".
  The hare went to the forest and took some firewood. The women lit the fire and put a pot on it. When the water has boiled, she put the hare there. When the hunter arrived home, she said "I picked a hare for the dinner". The hunter never knows what had happened.


Conto Suaíli

terça-feira, 24 de julho de 2012

Brave Heart - Kana Kishino feat NERDHEAD


I realize the reason why I’m crying these tears
But I’ll overcome them, right now I’m looking up towards the sky – into your world

I can feel those feelings inside of you
When we are together, they became even stronger
Even for just a short amount of time,
BELIEVE YOURSELF ~ believe

Let me flashback my life
Just like an instant is truly eternal
I showed various expressions
AND I TRY TO SMILE
Most moments my heart is painful
and I wanna cry

I was crying inside my eyes
You behaved and were strong enough not to show tears
It is there if it stops once but GAMES OVER
I feel that there isn’t a second chance anymore

And every day I think about that fear
The ideal I had is far from the heart
Surely everyone in this life comes together
Even if it’s painful, I’ll endure its trials and become strong

It’s going to take time but
I’ll take the chance to the last
Believe in yourself and just take a little step
Don’t worry you will not be alone anymore
When I’m beside you…

I can feel those feelings inside of you
When we are together, they became even stronger
Even for just a short amount of time,
BELIEVE YOURSELF ~ believe

I realize the reason why I’m crying these tears
But I’ll overcome them, right now I’m looking up towards the sky

Don’t run away

The rainbow towards tomorrow cannot been seen if you run away
(Don’t let it fall, Let’s go)
The heart feels like it is crushed (sometimes)
Because before your eyes face reality, you run away, (That’s why, That’s why)
It is an impossible thing the way it is now
And though I understand it, I can’t change it

But when you’re by yourself
Don’t tell a lie
(Hey, let it flow)
You can start walking again

Even when I am harsh, you show courage
(Keep go on and on)
You’re always beside me

I can feel those feelings
When we are together, they even become stronger
When I seem to eventually lose myself
Believe yourself, believe

KEEP ON TRYIN’ ( Just try )
TRYIN’ ( and try )
JUST TRY(ippai mo hitori janai)
KEEP ON TRYIN’ ( TRY TRY )
TRY TRY
AND TRY not to lose ground by running away, you got to FIGHT BACK
To the top (to the top) from the streets (from the streets)
I’ll Try and Try (I’ll Try and Try) (TRY TRY)
Don’t lose one’s time, you can change and have some life (LIFE)

One life, failure after failure is life but once more we want to laugh at the end
I shine together we’re Fly’in to light
There won’t be a tomorrow without trouble
As for all times, wouldn’t everyone say there are mountains and valleys?
How can there be level roadways if I already stumbled over them once before?

I stand up again and begin to walk
How many times must I crawl even as I run and run after losing my breath?
When I don’t advance, life is a battle
You are your greatest rival

Lalala I don’t miss the eyes of life
Lalala life…my life

Failure after failure is life but once more
You can start walking

I can feel those feelings beside you
When we are together, they even become stronger
When I seem to eventually lose myself
Believe yourself, believe

I can feel those feelings beside you
When we are together, they even become stronger
When I seem to eventually lose myself
Believe yourself, believe

Don’t run away
The rainbow towards tomorrow cannot be seen if you run away


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Just a test



  Recently I noticed that is a lot of visitors from diferent countrys. I know it´s just because the name but, maybe I should start making English posts (well, that is the only language I feel confortable to write, even knowing that I write really bad, ha).

  So, just as a test and for and training my English too, I will start with this. If is possible, maybe you guys who visit, could help me; correcting my errors, or just saying if is ok for me waste a little more time doing this.





  And, yeah, it´s just a cute bunny.

domingo, 24 de junho de 2012

Gandhi



1. Muda-te a ti mesmo: Se você quer mudar o mundo, antes de tudo comece você essa mudança para o bem.
2. Tu tens o controle: Ninguém pode fazer mal a você sem a sua permissão.
3. Perdoa e deixa-o ir: O débil nunca sabe perdoar. O perdão é atributo de fortes. Olho por olho e todos acabaremos cegos.
4. Sem ação, não vais a nenhuma parte: Um pouco de ação vale mais que várias toneladas de discursos.
5. Preocupa-te com o agora: Não se ocupe com o futuro. Viva o presente. Deus não nos deu nenhum controle sobre o amanhã.
6. Todos somos humanos: Considere-se um simples indivíduo capaz de equivocar, como qualquer outro mortal. Mas tenha, no entanto, a suficiente humildade para reconhecer seus erros e refazer seus passos.
7. Persistir, essa é a chave: Primeiro te ignoram. Depois debocham. Depois brigam contigo. Depois... Você vence.
8. Vê o que as pessoas tem de bom e ajude-as: O homem se torna grande e promissor tanto quanto trabalha com / e para seus semelhantes.
9. Seja consequente, autêntico e verdadeiro: Felicidade é quando aquilo que pensa, que diz e o que faz está em harmonia.
10. Continua crescendo e evolua: O desenvolvimento constante é lei da vida, e o homem que sempre tenta manter seus dogmas para parecer consistente se arrasta para uma falsa posição

domingo, 10 de junho de 2012

Em Busca da Fortuna

 Imagem 

  Para entrar logo na história: havia uma velha que tinha uma galinha. Assim como a dona, a galinha era bastante idosa e muito boa de serviço: todo dia ela botava um ovo. A velha tinha um vizinho, um velho desgraçado que roubava o ovo quando ela saía. A pobre velha ficava de olho para pegar o ladrão, mas nunca conseguia e, como não queria acusar ninguém, teve a ideia de perguntar ao Sol Imortal.
  No caminho ela encontrou três irmãs: as três eram solteironas. Quando a viram, correram-lhe ao encontro para perguntar aonde estava indo. Ela lhes contou o que estava acontecendo. "E agora", acrescentou, "vou perguntar ao Sol Imortal e descobrir o filho-da-puta que rouba meus ovos, fazendo uma maldade dessas com uma pobre velha cansada." Ao ouvirem isso, as solteironas se mostraram muito interessadas:
  "Ah, tia, por favor, pergunte sobre nós, pergunte porque não conseguimos nos casar." "Está bem", a velha disse. "Vou perguntar e talvez ele me dê ouvidos."
  Então ela seguiu em frente e encontrou uma velha tremendo de frio. Quando a velha a viu e ficou sabendo aonde ela ia, começou a supiplicar: "Peço, senhora, que pergunte também sobre mim; por que será que não consigo me esquentar, ainda que use quatro casacos de pele, um por cima do outro?". "Está bem", a velha respondeu. "Vou perguntar a ele. Mas como posso ajudá-la?"
  E então ela seguiu caminho e chegou a um rio; ele corria turvo e escuro feito sangue. Ainda de muito longe ela ouviu o som raivoso dele, e as suas pernas fraquejaram de medo. Quando o rio a viu, também lhe perguntou, na sua voz brutal e furiosa, aonda estava indo. Ela lhe contou o que tinha para contar. O rio lhe disse: "Se é assim, pergunte-lhe sobre mim também: que diabos há comigo, que não consigo correr sossegado?". "Está bem, meu caro rio, está bem", a velha disse, tão apavorada que mal sabia como continuar.
  E assim ela prosseguiu seu caminho e chegou a uma pedra gigantesca, havia muitos e muitos anos pendurada, sem poder cair nem deixar de cair. A pedra pediu a velha que perguntasse o que a estava oprimindo de forma que não pudesse cair e ficar sossegada, deixando de assustar os passantes. "Está bem", a velha disse. "Vou perguntar a ele. Não é muita coisa para perguntar e posso assumir essa tarefa. "
  Ao dizer isso, a velha percebeu que já estava muito tarde e disparou a correr feito uma condenada! Ao chegar ao cume da montanha, ela viu o Sol Imortal penteando a barba com seu pente de ouro. Tão logo a viu, ele lhe deu as boas vindas, ofereceu-lhe uma cadeira e perguntou porque o procurava. A velha lhe contou o quanto vinha sofrendo por causa dos ovos da sua galinha: "E eu me jogo a seus pés e imploro", ela disse. "Diga-me quem é o ladrão. Eu gostaria de saber, porque assim eu não ia continuar amaldiçoando-o de forma tão desesperada e carregando esse peso na minha alma. E, por favor, olhe aqui: eu lhe trouxe um lenço cheio de peras do meu pomar e uma cesta cheia de pãezinhos." Então o Sol Imortal lhe disse: "O homem que rouba os seus ovos é o seu vizinho. Trate de não lhe dizer nada. Deixei-o a mercê de Deus, e o homem vai receber o que merece."
  "Quando vinha para cá", a velha disse ao Sol Imortal, "encontrei três solteironas e ela me rogaram: 'pergunte sobre nós, por que será que não conseguimos um marido?'." "Entendo o que quer dizer", o Sol disse. "Mas elas não são moças com quem alguém queira casar. Elas são meio preguiçosas; não têm mãe nem pai que as orientem, então todo dia começam a varrer a casa sem antes borrifar água no chão, depois metem a vassoura e enchem meus olhos de poeira. Já estou por aqui com elas! Não as suporto. Diga-lhes que daqui por diante devem levantar antes do amanhecer, borrifar o chão com água e depois varrer, e logo conseguirão um marido. Você não precisa mais pensar nelas ao seguir o seu caminho."
  "Aí uma velha me fez um pedido: 'Pergunte a ele porque não consigo me esquentar mesmo que esteja usando quatro casacos de pele um sobre o outro'." "Diga a ela que dê dois desses casacos de esmola, em proveito de sua alma, e aí ela vai se esquentar."
  "Vi também um rio turvo e escuro feito sangue; sua corrente era cheia de redemoinhos. O rio me pediu: 'Pergunte sobre mim; que devo fazer para correr tranquilo?'". "O rio deve afogar um homem, e então ficará sossegado. Quando você voltar lá, primeiro atravesse o rio e só depois conte a ele o que falei, senão o rio vai tomar você como presa."
  "Vi também uma pedra grande: há muitos anos que ela está lá pendurada, e não consegue cair." "Essa pedra deve matar um homem e então ficará tranquila. Quando voltar lá, primeiro passe pela pedra e só depois lhe conte o que eu lhe disse."
  A velha se levantou, beijou a mão dele, despediu-se e desceu a montanha. No caminho, ela chegou à pedra, que a estava esperando como se tivesse cinco olhos. A velha apressou o passo, passou pela pedra e então lhe disse o que tinha de dizer. Quando a pedra ouviu que deveria cair e matar um homem, ficou furiosa; ela não sabia o que fazer. "Ah", ela disse à velha. "Se você tivesse dito antes, eu teria caído em cima de você." "Que todos os meus problemas passe para você", a velha disse e - por favor me desculpem - deu uma palmada no próprio traseiro.
  Seguindo seu caminho, ela chegou próximo ao rio e, pelo barulho que ele fazia a velha percebeu o quanto estava agitado e esperando que ela lhe contasse o que o Sol lhe dissera. Ela apressou o passo, atravessou o rio e então contou o que o Sol Imortal lhe dissera. Quando o rio ouviu a resposta, tomou-se de tal fúria que suas águas ficaram mais turvas do que nunca. "Ah", o rio disse. "Por que eu não soube disso antes? Então eu tiraria sua vida, pois você não passa de uma velha que ninguém quer." A velha ficou tão assustada que nem se voltou para olhar o rio.
  Não tinha andado muito e já começava a ver a fumaça subindo dos telhados da aldeia e a sentir o cheiro de comida que lhe chegava ao nariz. Sem perda de tempo, procurou a velha que não conseguia se aquecer e lhe disse o que tinha de dizer. A mesa acabara de ser posta, então a velha se sentou e comeu com eles: era uma deliciosa comida de Páscoa, e se vocês a tivessem comido, iriam lamber os dedos de tão boa que estava.
  Então ela foi procurar as solteironas. Desde que a velha as deixara, as moças não pararam de pensar nela. Não acendiam o fogo da casa nem o apagavam? ficavam o tempo todo de olho na estraa para ver se a velha estava voltando. Logo que as viu, a velha foi se sentar com elas e lhes explicou que deveriam fazer o que o Sol Imortal recomendara. A partir desse dia começaram a levantar ainda de noite, borrifavam o chão e o varriam, e então os pretendentes começaram a aparecer, uns de um lugar, outros de outro. Todos vinham pedi-las em casamento. Então todas conseguiram um marido e viveram felizes.
  Quanto à velha que nunca conseguia se esquentar, ela deu dois de seus casacos de pele para benefício de usa alma, e imediantamente se sentiu aquecida. O rio e a pedra tiraram cada um a vida de um homem, e encontraram a paz.
  Ao voltar para casa, a velha encontrou o velho à beira da morte. Ao ver que a velha partira ao encontro do Sol Imortal, ele ficou tão assustado que lhe aconteceu uma coisa terrível: cresceram-lhe penas de galinha no rosto. Não se passou muito tempo, e ele logo partiu para aquela grande aldeia de onde ninguém volta. Depois disso os ovos nunca mais sumiram, e a velha continuou a comê-los até a morte, e, quando ela morreu, a galinha morreu também.


Conto grego.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Reflita ~


  Em cada século, desde o começo do mundo, foram feitas descobertas maravilhosas. No último século mais do que qualquer outro antes. E nesse agora, centenas de coisas ainda mais surpreendentes virão à luz. No começo, as pessoas se recusam a acreditar que uma coisa nvoa e estranha possa ser feita. Depois, têm a esperança de que possa. Em seguida, percebem que pode. Finalmente, é feita, e todo mundo se espanta de nunca ter sido feita, séculos antes. Uma das novas coisas que as pessoas começaram a descobrir no século passado foi que os pensamentos - simplesmente, os pensamentos - são tão poderosos como as pilhas elétricas e podem ser tão bons para as pessoas quanto a luz do sol, ou tão maus como veneno. Deixar um pensamento ruim ou triste entrar na cabeça e tomar conta dela é tão perigoso como deixar um germe de escalartina entrar no corpo. E, se depois que entrar, se deixar que ele fique, pode não sair nunca mais.
  Enquanto a cabeça da menina Mary esteve cheias de pensamentos desagradáveis sobre as coisas que ela detestava , e de opiniões azedas sobre as pessoas, e de uma teimosia em não deixar que nada a agradasse nem a interessasse, ela foi uma criança feinha, doentia, de cara amarela e chata. Mas as circunstâncias foram favoráveis, embora ela nem desconfiasse. E começaram a empurrá-la para seu próprio bem. Quando sua cabeça começou a se encher de piscos, casinhas na charneca povoados de crianças, velhos jardineiros esquisitos e resmungões, criadas simples do Yorkshire, a se encher de primavera e jardins secretos revivendo a cada dia, e também de um menino da charneca e seus animais, não sobrou mais lugar para pensamentos desagradáveis, que afetavam o fígado e a digestão e a deixavam amarela e cansada.
  Enquanto Colin se trancava no quarto pensando em seus pavores e fraquezas, em como detestava as pessoas que o olhavam, e passando horas refletindo sobre caroços, corcundas e morte prematura, era um pequeno hipocondríaco histérico e meio maluco, que não sabia nada do sol e da primavera, nem sabia que podia ficar bom e se levantar, se quisesse. Quando pensamentos novos e bonitos começaram a expulsar os velhos e horríveis, a vida começou a voltar para ele, seu sangue correu sadio nas veias, e a força fluía nele como uma enchente. Sua experiência científica era muito prática e simples, sem nada demais. Podem acontecer coisas surpreendentes a qualquer um que, quando lhe vem à mente algo desagradável ou desanimador, tem o bom senso de se lembrar a tempo, empurrar essa ideia para longe e botar no lugar, com determinação, alguma outra alegre e corajosa. Duas coisas não podem ocupar o mesmo lugar.

O Jardim Secreto - Frances Hodgson Burnett.Página 238.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

"Eu odeio muitas pessoas

Aquelas que agem de maneira detestável,
que tem atitudes com as quais não concordo,
e isso me desperta um ódio incontrolável.

Mas às vezes o ódio surge
de maneira gratuita e sem motivo,
simplesmente as odeio e pronto.
"


Sandra Ribeiro

quarta-feira, 23 de maio de 2012

The Right Way


"Would you tell me, please, which way I ought to go from here?"

"That depends a good deal on where you want to get to," said the Cat.

"I don´t much care where -" said Alice.

"Then it doesn´t matter which way you go," said the Cat.

" - So as long as I get somewhere," Alice added as an explanation.

"Oh, you´re sure to do that," said the Cat,"if you only walk long enough."